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O “coração” de Davi agradava a Deus

pastor-daviEm I Samuel 16, onde narra os fatos sobre o momento em que Deus manifestou em público sua predileção e seu chamado para com Davi, no versículo 7, o Senhor, ao se dirigir ao profeta, se contrapondo ao que ele pensara —de que certamente o moço que estava à sua frente seria o escolhido para receber a unção real—, disse que: “ O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração”.

A narração termina com Davi recebendo a unção real. O que quer dizer que Deus gostou do que viu no coração de Davi, ou seja, sua constituição interior fora construída de maneira agradar a Deus.

Todos nós que hoje falamos, o fazemos porque aprendemos de alguém; se lemos, foi porque foi nos ensinado; se falamos o (ou os) idioma que falamos, é porque este nos foi ensinado, ou simplesmente assimilado por nós. O aprendizado humano se dá pela observação e assimilação do que se vê e ouve e que depois de passado pelo processamento, onde se calcula se a adoção de tal comportamento vai nos ser benéfica ou não, passa a ser praticado.

Todos queremos ser abençoados, honrados, reconhecidos, ou seja, sermos contemplados de forma positiva por Deus. Só que poucos de nós adotamos um modo de ser —no interior— que agrade a Deus. E, por isso é que vemos, como os irmãos de Davi, apenas a minoria ser contemplada com as honrarias do céu.

O que Davi tinha que seus irmãos não tinham? Muita coisa. Primariamente, Davi tinha confiança verdadeira em Deus. O que pôde ser provado quando ele enfrentou o gigante em o nome do Senhor dos Exércitos, bem como pelo seu testemunho de que fora o Senhor também que o faria vencer os ursos e leões que de quando em vez atacavam suas ovelhas.

Davi tinha ainda, dedicação ao que fazia. Ele cuidava das ovelhas com tal responsabilidade, que arriscava sua própria vida para salvar uma ou outra ovelha, que era atacada, como citei anteriormente, por leões ou por ursos. Sua dedicação também era visível quanto a tocar instrumentos, pois na corte, quando o rei Saul precisou de um tangedor (harpista), o primeiro nome a ser mencionado foi o de Davi.

Davi também se mostrou, mais tarde, quando pecou, possuir quebrantamento, ou seja, capacidade de ser tocado pelo arrependimento e sentir tristeza por ter burlado um mandamento do Senhor. Davi reconhecia pecado e, com sinceridade, buscava o perdão de Deus.

Davi, sem sombra de dúvidas, sabia cultivar bons relacionamentos e honrar uma amizade verdadeira. O que pôde ser visto entre ele e Jônatas, o filho de Saul. Davi fez um pacto com ele e, mesmo depois que o amigo havia morrido, honrou essa aliança. A amizade que Davi tinha para oferecer, transcendia os limites da vida.

Davi respeitava autoridade. O que pode ser visto quando ele se entristeceu pelo fato de que, na Caverna de Adulão, cortou um pedaço da vestimenta do rei Saul.

Davi sabia esperar o tempo de Deus chegar e fazer sua bênção acontecer. Por mais que ele soubesse que fora untado rei, não buscou destituir Saul, por mais que este o perseguisse e tivesse se desviado dos caminhos de Deus. (Se for para você pastorear a igreja onde congrega, espere o tempo de Deus; não tente derrubar seu líder. Não sei porque eu disse, mas Deus vai falar com alguém).

Para encerrar, o faço deixando uma pergunta “ no ar”: Será que Deus tem gostado do que tem visto em nossos corações? Goste do que Deus gosta e tudo ficará mais fácil ( Rm 8.28).

por Fernando Pereira

 

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