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Levando a cruz.

“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23)
No que temos conhecido como meio cristão ou meio evangélico cada vez ouvimos menos a mensagem que nos alerta sobre a necessidade de levar a cruz. A “igreja televisiva”, ou seja, aquelas que apresentam programas de televisão normalmente só trazem mensagens do tipo: “você é filho, por isto deve exigir de Deus o melhor!”. O que tais pregadores se esquecem é que nem mesmo ao filho unigênito Deus poupou, antes permitiu que ele carregasse a sua cruz para que nós também pudêssemos nos tornar filhos (João 1:12).
O Senhor Jesus deixa bem claro. Quem quiser segui-lo, quem quiser andar com Ele precisa partilhar do sofrimento que Ele sofreu, precisa estar disposto a levar a sua própria cruz. Este levar a cruz não é esporádico, não é de vez em quando, ele é diário: “tome cada dia a sua cruz”. A mensagem que Paulo e Barnabé ensinavam nas igrejas que eles fundavam era bem direta: “…pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.” (Atos 14:22). Ou seja, se alguém procura uma religião que lhe prometa não passar por lutas e tribulações nesta vida, esta religião certamente não é o cristianismo, pelo menos não o cristianismo genuíno.
Agora se engana quem imaginar que as lutas e dificuldades, ou seja, que o levar a cruz faz do crente uma pessoa triste. Antes até nas tribulações o crente se alegra: “…estou cheio de consolação; transbordo de gozo em todas as nossas tribulações.” (2 Coríntios 7:4). E por que se alegrava o apóstolo Paulo em suas tribulações? Porque o Espírito Santo lhe comunicava que as aflições enfrentadas aqui produziriam uma recompensa gloriosa no porvir: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;” (2 Coríntios 4:17). Está corretíssimo então o refrão do hino 291 da harpa cristã quando diz: “Levarei eu também minha cruz até por uma coroa trocar”.
Mas fato também é que lutas e dificuldades não são exclusividade dos crentes, todo homem está sujeito a elas. A diferença é que o crente não luta sozinho, Deus está sempre lhe fortalecendo para cada batalha. Assim como o Senhor não livrou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego de irem para a fornalha de fogo ardente do rei Nabucodonosor, mas entrou com eles lá e os livrou do poder das chamas. Assim como o Senhor não livrou a Daniel de ir para a cova de leões do rei Dário, mas esteve lá com ele e fechou a boca dos leões. Assim também o Senhor por vezes não livra o crente de entrar em uma tribulação, mas Ele está sempre lá com ele para lhe garantir a vitória.
Não rejeitando a minha cruz, sabendo que é o Senhor quem me fortalece para levá-la, até aquele dia em que a trocarei por uma coroa de glória.
Sidone Gouveia
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