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Jesus, o estrategista

jesusEm Marcos capítulo 5 está registrado um dos momentos em que Jesus demonstra sua autoridade sobre os demônios quando expulsa uma legião deles que possuíam o corpo de certo homem, que por causa dessa situação, passou a ser conhecido como o “endemoniado de Gadara”.

A situação deste homem era tão terrível e assombrosa, que ele vivia a se ferir. Suas moradias passaram a ser as catacumbas que ficavam nas cavidades (buracos) de pedras. Muitos já o haviam tentado conter de sua agressividade que culminava em automutilação, mas até mesmo as correntes usadas para segurá-lo eram quebras por ele com a maior facilidade.

Jesus, depois de enfrentar com seus discípulos uma densa tempestade no Lago de Genesaré (Mar da Galileia), onde mostrou sua autoridade sobre a natureza mandando que as águas e o vento se acalmassem, chegou à Região de Gadara, local onde vivia tal endemoniado. Assim que ele e os discípulos descem do barco, os espíritos impelem o homem a que vá até Jesus e o indague sobre o que ele pretendia fazer com ele (v.8).

Jesus pergunta qual era o nome dele, a resposta, não para Jesus, mas para seus discípulos foi horripilante, pois, a uma só voz, os demônios responderam que poderiam ser chamados de legião – o que fazia alusão a um quantitativo utilizado pelos Romanos para designar um pelotão composto por cerca de sei mil homens soldados –, pois eram muitos (v.9).

Os demônios pediram a Jesus para que não os mandassem sair da região (v.10). Os demônios achavam que iam prejudicar o trabalho evangelizador de Jesus e seus discípulos daquele lado do Lago de Genesaré, pois pediram para que fossem mandados para uma manada (ou vara) de cerca de dois mil porcos que estava sob os cuidados de alguns homens em uma das colinas próximas (v.11 e 12). E foi o que aconteceu.

Os demônios pensaram que haviam feito Jesus cair em sua artimanha, pois eles agora iriam precipitar (lançar) os porcos num despenhadeiro para que fossem mortos, e, em seguida os donos da manda o pudessem (a Jesus) mandar sair dali, mesmo que fosse sob de violência, pois sabiam que ele não reagiria (Ele é o Príncipe da Paz).

E foi justamente o que aconteceu. Os homens que presenciaram a cena, tanto da expulsão dos demônios quanto da morte dos porcos, foram até a cidade mais próxima chamaram as autoridades – possivelmente as mesmas que haviam mandado prender o endemoniado com correntes –, que, ao chegarem, viram o jovem liberto e, ao invés de expulsarem a Jesus, pois ele (em tese) havia trazido prejuízos, suplicaram para que ele fosse embora (v 13 a 17).

De fato, Jesus foi embora, como previa o diabo, mas não expulso, como projetou. Jesus foi e não deixou como testemunhas, somente criadores de porcos e o próprio ex-endemoniado – que poderia não querer voltar para casa por causa da vergonha que havia trazido para sua família–, mas também autoridades que poderiam endossar o testemunho da benção.

O ex-endemoniado até que tentou não voltar para sua casa, primeiro porque estar com Jesus lhe garantia que os demônios não iriam voltar, depois, não teria de estar se mostrando às pessoas da sua família, às quais trouxe vexame. Mas Jesus o manda ir ter com sua família. Ele foi tão bem aceito em casa, que até se tornou eloquente pregador na região de Decápolis (quer dizer dez cidades).

Lição:

Quem se encontra com Jesus tem sua dignidade restaurada e vê os planos do diabo serem frustrados. Ele restaura qualquer ser humano, pois não controla somente a natureza, mas também os demônios. Ele quer restaurar você, ou seu amigo, ou quem quer que seja o gadareno, e devolver a dignidade perdida.

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